Meu. Somente meu. Sentimento ilusão. Desejo árduo e sublime de abrir os olhos pela manhã e te ver dormindo ao meu lado. O simples esbarrar de mãos pela noite, aconchegar sua cabeça em meus braços. Te ter perto, sabendo que estás longe. Olhar para o nada e formar a tua singular imagem. Nos mínimos detalhes. Personalidade que cativou através da eletricidade que corre em tuas veias. Inocência de atos que muitos não fazem. Como eu te vejo? Simples e única perfeição. Milhões de pensamentos me deixam perdida, mas ao encontrar teu olhar, volto a mim, a você, a nós. Sentindo na alma a falta da cor, do cheiro da tua pele. Sentindo no coração o vazio que tu deixastes. Sentindo na mente que a tua presença permanecerá forte enquanto não ouvir da sua doce boca o amargo “adeus”. E enquanto isso, o que eu tenho? As lembranças. Tu, somente tu. O que eu quero, o que eu respiro. Essência da alma, fator vital. Vontade de parar naqueles tempos em que sentia teu calor, em que podia perceber a sintonia que estava começando a virar uma obra-prima, mas ficou apenas no rascunho, um borrão. Cada lágrima derramada aumenta a certeza de que “eu e você” não existe. Sonho que vai muito além da realidade. E o que é a realidade? Eu. Somente eu.
Em 11/03/06 à 0:55 h
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