terça-feira, 19 de março de 2013

É muito amor e pouco você. Falta você nesse amor e ele procura uma morada capaz de abrigá-lo, capaz de deixá-lo seguro. E você é essa morada, mas você não é grande o suficiente pra esse amor. Vai sempre faltar um cômodo, vai sempre sufocar, vai sempre apertar, vai sempre interromper. Vai sempre faltar você.



Em 11/10/10, às 02h55

domingo, 6 de novembro de 2011

Momento "batatinha quando nasce..."

Minha cabeça às vezes dá um nó
E fico meio contraditória
Mas a verdade é uma só:
Quero você na minha história.





Em 06/09/08, às 02h20
Tenho estado muito fria, desgostosa do amor. Eu sei que com você eu me sentia boba, uma criança, mas confesso que era melhor assim. Eu via as coisas com mais cor, sorria mais pros meus pensamentos. Hoje estou tão leve que a qualquer momento posso ir pra outro planeta. Mas qual a graça de ir sozinha? Ah, minha ilusão volta pra esses lados. Cinzas, pontiagudos, duros feito pedra. Só você pode dar vida a eles, torná-los dignos de existência. Volta ilusão. Estou no escuro dançando a desilusão. Volta ilusão. Estou na estrada gritando por atenção. Volta ilusão. Estou no palco implorando por... perdão. Onde foi? Onde foi que deixei meu perdão?






Em 15/01/09, às 15h47
Eu odeio meio-termo. Essa área indecisa, confusa, interrompida pelos anseios só me deixa inquieta. Meu corpo todo se tensiona, minha cabeça para de raciocinar, fica estagnada em um só pensamento que não se desenvolve. De repente toda aquela euforia, aquela excitação do próximo encontro vai se transformando em uma angústia silenciosa, estática, que pesa toda a minha atmosfera. Começo a dar brecha para as situações ideais, irreais. Imagino nós dois num sábado à tarde sentados no balanço da Praia Vermelha, apenas de mãos dadas. O vento gelado e o som do mar construindo o nosso diálogo. Ou então, estamos deitados na pedra do Arpoador abraçados, e além do som do mar, suspiros, ruídos dos nossos beijos e carícias. Eu odeio meio-termo. Ele sempre mostra as minhas fraquezas, os meus receios. Por que não começar a tornar esses pensamentos mais materiais, mais reais? Por que não agir? Eu quero ultrapassar o verde dos teus olhos com o castanho dos meus; emaranhar meus cachos nos seus; desvendar seus mistérios e colocar seus segredos na minha boca, na pele, no meu dia. Eu odeio meio-termo. Eu quero ação. Eu quero você.


Em algum lugar de 2009.
Fiquei lisonjeada pelo gesto, mas não mais estremeci de paixão. Aprendi que isso nada mais é que um laço de zelo. Aceitei a condição. Hoje alço vôos mais altos.





Em 05/03/08, às 22h05
Tão perto, porém tão longe.
Não há nada além dessa clichê frase que possa descrever tudo isso.
Noites que se juntam em um único momento e parecem durar apenas um segundo.
Que vontade mais que absurda de gritar.
Às duas da manhã talvez sejamos os únicos nessa cidade que mesmo esgotados ainda não se entregaram.
Porém em universos separados.
Vontades que não se cruzarão e mesmo assim continuam em mim.
Transcendem o sono, o cansaço físico, o intensivo!
Querendo só ver, só ouvir, só sentir...
Pensar no por quê disso tudo, dessa naturalidade, dessa "falta de vergonha".
O peso das pálpebras já não importa.
Te ver é o suficiente.
Consumindo o máximo que posso de ti.
Te respirando cada vez mais.
Está ficando marcado na pele, tomando teu espaço sobre mim.
Meu vício. Nasceu!

Em 03/06/09, às 02h49

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Onde foi? Onde foi que eu deixei minha ilusão? Será que perdi? Ou será que esqueci em algum coração por aí? Ah, coração, seja quem for, cuide dela por mim. Não vá alimentá-la com esperança, porque ela tem alergia, começa a alucinar, tem convulsão, febre alta; mas caso isso aconteça, basta lhe dar uma dose de realidade. Ela vai chorar durante uns dias, um pequeno efeito colateral, mas ficará bem. Dia desses cismou que o meu príncipe encantado estava mais próximo do que eu imaginava, acredita? Ela insiste em dizer que aqueles olhos azuis são tão brilhantes porque são feitos das minhas lágrimas. Nem conto o resto pra não ridicularizá-la. Sinto sua falta, ilusão. Tenho estado muito fria, desgostosa do amor. Eu sei que com você eu me sentia boba, uma criança, mas confesso que era melhor assim. Eu via as coisas com mais cor, sorria mais pros meus pensamentos. Hoje estou tão leve que a qualquer momento posso ir pra outro planeta. Mas qual a graça de ir sozinha? Ah, minha ilusão, volta pra esses lados. Cinzas, pontiagudos, duros feito pedra. Só você pode dar vida a eles, torná-los dignos de existência. Volta ilusão. Estou no escuro dançando a desilusão. Volta ilusão. Estou na estrada gritando por atenção. Volta ilusão. Estou no palco implorando por... perdão. Onde foi? Onde foi que deixei meu perdão?

Em 15/01/09 às 15h47min