Em algum lugar de 2009.
domingo, 6 de novembro de 2011
Eu odeio meio-termo. Essa área indecisa, confusa, interrompida pelos anseios só me deixa inquieta. Meu corpo todo se tensiona, minha cabeça para de raciocinar, fica estagnada em um só pensamento que não se desenvolve. De repente toda aquela euforia, aquela excitação do próximo encontro vai se transformando em uma angústia silenciosa, estática, que pesa toda a minha atmosfera. Começo a dar brecha para as situações ideais, irreais. Imagino nós dois num sábado à tarde sentados no balanço da Praia Vermelha, apenas de mãos dadas. O vento gelado e o som do mar construindo o nosso diálogo. Ou então, estamos deitados na pedra do Arpoador abraçados, e além do som do mar, suspiros, ruídos dos nossos beijos e carícias. Eu odeio meio-termo. Ele sempre mostra as minhas fraquezas, os meus receios. Por que não começar a tornar esses pensamentos mais materiais, mais reais? Por que não agir? Eu quero ultrapassar o verde dos teus olhos com o castanho dos meus; emaranhar meus cachos nos seus; desvendar seus mistérios e colocar seus segredos na minha boca, na pele, no meu dia. Eu odeio meio-termo. Eu quero ação. Eu quero você.
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