Um dia ela prometeu a si mesma que seria feliz, que conseguiria o amor que merece. E assim foi. Enquanto ela parecia ir contra tudo que já estava destinado à sorte dela, jogou ao vento aquela promessa. Tinha a força da água a seu favor e, assim nadou até ele: o homem que vivia em seu imaginário, em seu coração. A única razão, a única força que a fazia viver. Fez do seu destino um meio de alcançá-lo. E com todas as pedras que tinha apostou só nisso. Canalizou o ar que respirava, as roupas que vestia, os deveres e obrigações impostos pela sua condição como solução e armas de sedução para atingi-lo. Ela merecia. E por saber que só se sujeitava e aceitava aquela vida porque um dia chegaria até ele, tinha um presente e não sabia. Ele também a amava, também se guardou para ela. E sem a menor pretensão, de longe cuidou dela todos os dias. Era impossível esquecer aqueles olhos, aquele sorriso. Naquele dia, quando seguiram seus caminhos, já sabiam que não pertenciam a mais ninguém. Deixaram que o amor vivesse dentro deles até o momento certo de transbordarem junto a ele. Cuidaram-no como um filho, que floresceu e deu os primeiros passos quando seus olhos se fitaram novamente. O tempo havia mudado muita coisa em suas vidas, mas jamais ousou mudar o que sentiam um pelo outro. E assim aconteceu a mais linda forma de amar, em que não há tempo, não há circunstâncias, e muito menos pessoas capazes de matá-la.
Sem data
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